| 16.01.2017 - 17:39 - Rondônia | ||||||
O Barcelona apresentou na manhã desta segunda-feira o técnico Tiago Batizoco para a disputa do Campeonato Rondoniense 2017. O profissional vinha atuando como gerente de futebol, e agora foi confirmado como treinador para o Estadual 2017.
A apresentação foi feita na sede do clube, no Jardim Eldorado. “O Tiago é uma pessoa transparente e de credibilidade e competência. Ele acreditou no nosso projeto e mesmo tendo propostas de outros clubes topou o desafio de comandar o Barcelona na sua temporada de estreia”, disse o presidente do Barcelona José Luiz. Batizoco, que acumula dois acessos e dois títulos estaduais nos seus dez anos de carreira com treinador, falou sobre o desafio de comandar um time novo. “O mais importante é termos o apoio do presidente, sem o apoio da diretoria não conseguiremos fazer muita coisa; somos um clube novo, estamos começando do zero e o que precisamos e nos organizar, principalmente na questão de estrutura; se você tiver o mínimo de estrutura, você tem grande chance de brigar pelo título”, pontuou Batizoco. O Barcelona estreia no dia 11 de março contra o Ariquemes no estádio Gentil Valério, em Ariquemes.
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terça-feira, 31 de janeiro de 2017
Barcelona apresenta o técnico Tiago Batizoco
sexta-feira, 7 de outubro de 2016
A grande revolução a fazer no futebol
Manuel Sérgio
O Edgar Morin, num livro de vários autores, Éduquer pour l´Ére Planetaire, escreveu, na página 26: “A ideia de verdade é a maior fonte de erro que se possa imaginar – o maior erro existe, quando nos julgamos possuidores do monopólio da verdade”. Porque sou um simples teórico do Desporto (embora as minhas leituras, a minha investigação e o ter convivido e esbanjado aprendizagem com verdadeiros mestres do “fenômeno desportivo”) não é sem receio que me lanço ao tema, em epígrafe. Aliás, já tanto se escreveu sobre o futebol, espíritos de escol e puros oportunistas, que muitos serão os que pensam que pouco mais haverá a acrescentar. No entanto (e não é a primeira vez que o faço) não viro a cara ao risco e adianto que o futebol (e portanto o desporto) precisa, para continuar a desenvolver-se, de uma revolução científica ou, segundo Bachelard, de uma rutura epistemológica. Porquê? Porque, normalmente, quando se fala de futebol, quase sempre em monólogos ou diálogos arrebatados e arrebatadores, nunca se faz do Homem, na sua integralidade, o objeto de estudo, mas a tática, os erros da arbitragem, problemas de ordem econômica e biomédica, etc. Assim, o futebol parece ser ciência, não do Homem, mas da sua ausência. No futebol de muitos estudiosos e “agentes do futebol”, o termo Homem designa, não o tema fundante das falas ou dos escritos, mas apenas um intervalo entre palavras, palavras, palavras, ou seja, entre verdadeiros obstáculos epistemológicos. Tenho para mim que o desporto é um dos aspetos da motricidade humana . Nele, estuda-se, teoriza-se, pratica-se uma atividade humana que é “jogo e movimento e agonismo e instituição e projeto” (Gustavo Pires). Uma atividade humana muito próxima do domínio público e que dificilmente escapa, por isso, às controvérsias inflamadas do senso comum. Mas sempre uma atividade humana…
Marcos Guterman, jornalista brasileiro e doutor em História, pela USP, é o autor do livro O futebol explica o Brasil (Editora Contexto, S. Paulo, 2009) onde se lê: “O futebol é o maior fenômeno social do Brasil. Representa a identidade nacional e também consegue dar significado aos desejos de potência da maioria absoluta dos brasileiros. Essa relação, de tão forte, é vista como parte da própria natureza do país – as explicações, para o fenômeno, vão mais na direção da Antropologia que da História. O que este livro mostra é que o futebol, pelo contrário, não é um mundo à parte, não é uma espécie de Brasil paralelo. É pura construção histórica, gerado como parte indissociável dos desdobramentos da vida política e econômica do Brasil. O futebol, lido corretamente, consegue explicar o Brasil” (p. 9). Que o mesmo é dizer: porque o conteúdo das ciências humanas são práticas significantes, capazes de transformar o Homem, a Vida, a Sociedade e a História, elas transgridem o conceito positivista de ciência; nelas, há mais do que natureza, há também cultura, há mais do que razão, há também sentimento, há mais do que história, há também profecia, há mais do que factos, há também valores, há mais do que mathesis, há também desejo, há mais do que movimento, há também intencionalidade. O estatuto epistemológico das ciências humanas (e portanto da motricidade humana e do futebol) diz-nos que as ciências da natureza, onde predomina a física e a matemática, não têm condições para determinar o vivido. Por isso, muitos cientistas do desporto, que reduzem o gesto desportivo a números e que buscam apoio tão-só em autores de língua inglesa, e portanto empiristas até à medula, situam as ciências humanas na parte inferior da escala do saber objetivo.
Do que venho de escrever se infere que o treinador desportivo e o professor de Educação Física, na Escola (cfr. “A Escola e o Desporto em Portugal”, de Vítor Serpa, na edição de 2014/9/6, deste jornal) têm muito mais que trabalhar e avaliar do que as capacidades físicas e os aspetos técnico-táticos do rendimento de uma equipa. Para algumas pessoas, que vivem em 2014 (e não em 1914) as ciências da natureza (ou empírico-formais) são objetivas, indiscutíveis, em contraste com as ciências humanas que, situadas na ordem dos valores e das significações, não podem matematizar-se, nem objetivar-se. Em linguagem coloquial e decerto vincada pela minha ignorância, eu permito-me lembrar a estes cientistas que a física e a microfísica fornecem, em muitos casos, explicações distintas e divergentes do mesmo fenômeno. E nem por isso se aponta, na microfísica, defeitos, carências ou fraquezas de ordem científica. No futebol (ou seja, em plena área das ciências humanas) podem repetir-se, em muitas situações. as palavras de Jorge Luís Borges (cito de cor): “Não posso dar-te soluções para todos os problemas da vida. Nem tenho respostas para as tuas dúvidas e receios. Mas quero escutar-te e procurá-las contigo”. José Mourinho já afirmou convicto. “O meu pensamento sobre o futebol nasce da união universidade-futebol”. E chega mesmo a dizer: “Um clube de futebol deve viver em torno das ideias do seu treinador”. Pep Guardiola referiu, com naturalidade, em 20/7/2009, no Barça: “O grande desafio, para nós, é manter o espírito, as ideias da temporada anterior”. Para José Mourinho e Pep Guardiola, os êxitos e até a naturalidade expositiva e convincente do treinador resultam, muito sumariamente, de ter ideias confirmadas pela prática. E, para ter ideias, também é preciso estudo, certas relações interdisciplinares e organização. Volto ao Edgar Morin, no livro acima citado: “O conhecimento não é a acumulação de dados ou de informações, mas a sua organização” (p. 38).
A grande revolução epistemológica a fazer no futebol é esta: o futebol é o humano, na sua complexidade, que o pratica. Portanto, é o humano, na sua complexidade, quer deverá treinar-se. As formas de consciência, os sentimentos, que devem acompanhar a ação, colocam necessariamente problemas fundamentais ao treino e à competição. José Neto apresenta uma visão global do treino desportivo, com um quadro de competências para o jogo, que integra: força, resistência, atenção, velocidade, autoconfiança, agilidade, formulação de objetivos, capacidade técnica, coesão, capacidade tática, liderança, motivação (cfr. Preparar para ganhar, Prime Books, 2014, p. 123). Na cientificidade do futebol, como terreno fértil de experiências humanas, são muitos os pressupostos extracientíficos. No livro de Juan Carlos Cubeiro e Leonor Gallardo, Mourinho versus Guardiola (Prime Books, 2011) a solicitação dos autores, registei o meu pensar, a este respeito: “Para mim, o futebol não é uma atividade física, é uma atividade humana. Por isso, os métodos, no futebol, são os métodos das ciências humanas. E essa é a força principal de José Mourinho. Ele pode não saber muito de fisiologia, nem de bioquímica. Mas sabe muito de ciências humanas. E é por este motivo que ele, no meu entender, está no caminho certo” (p. 121). Talvez seja bom fazer notar que, se o futebol é tão-só uma Atividade Física, a ele se aplica o postulado de Galileu: “A Natureza é um livro escrito em linguagem matemática”. Mas como medir a qualidade de um Cristiano Ronaldo, ou de um Messi, ou de um Neymar? Ou a dos dois jogadores mais inteligentes que os meus olhos viram: Di Stéfano e Zinedine Zidane? Com a ciência de Galileu, o futebol poderia explicar-se e seria previsível. Daí o pensamento unidimensional, simplificador e reducionista dos que pensam o desporto (o futebol) como Atividade Física.
No futebol movimenta-se um ser sapiens/demens e não um ser sapiens/sapiens. A permanente dialética, que futebol é, não permite unicamente nem números, nem certezas. A grande revolução a fazer no futebol é captarmos o que nele é essencial: a qualidade. E instituir-se o treino da qualidade, ao mesmo tempo que se treinam a tática e os procedimentos técnicos. Quando, no treino, o jogador aprender a aprender-se, na sua complexidade, o treino permite um caminho novo aos altos desempenhos. Mas, para tanto, são precisos mais treinadores, novos também, que não estejam conformes com os padrões habituais. Falta no futebol a imagem do intelectual. Que saiba de futebol. E não só! Faltam ao futebol os treinadores capazes de se debruçarem, com o mesmo interesse, sobre o que tem sido habitual no treino e sobre o texto de um pensador atual ou sobre um vislumbre de humanidade eterna. Nos instrumentos verbais que o treinador do futuro manejar, tem de avultar mais cultura, como expressão do mais humano. Como expressão de um futebol diferente…
Ater-se naquilo que interessa
"Deve se concentrar em todos os estímulos que a partida te oferece, a fim de tomar a melhor decisão"
O jogo dura 90 minutos, porém de bola rolando a duração cai para, aproximadamente, 60 minutos. Ao longo de ambos os tempos, os atletas devem trocar continuamente o enfoque da sua atenção, do mais amplo (requisitado) ao mais reduzido (superficial). Deve se concentrar em todos os estímulos que a partida te oferece, a fim de tomar a melhor decisão. O treinador deve organizar exercícios que ajudem os atletas a desenvolver esta capacidade, periodizando ao longo do micro, meso e macro (ou qualquer outra denominação da semana, mês e temporada) demandas diferentes que obriguem a trocar com velocidade e qualidade os focos de atenção. Alguns treinadores deixam vago o objetivo tático-comportamental, a fim de salientar a busca pela resposta aos problemas do exercício, no intuito de desenvolver a percepção e leitura de jogo dos atletas. Outros, por sua vez, preferem, antes de começar o exercício, indicar aos atletas quais são os estímulos (objetivos tático-comportamental) que eles devem ter atenção em cada situação do meio utilizado. Ou seja, em cada exercício do treinamento, antes de começar, o treinador define claramente qual é o objetivo e quais são as ações (mesmo que subjetivamente) que os atletas devem realizar. Neste caso, a atenção será maior nos aspectos chaves (objetivo principal) do jogo.
Com isso, podemos registrar a frequência que essas ações ocorrem (Princípio das propensões, conforme Vítor Frade) ao longo do jogo (meio/exercício). Corroborando, com isso, o treinador pode durante o exercício concentrar suas instruções e comentários nos objetivos do jogo utilizado, ao invés, de querer abordar outros ou “todos” aspectos diferentes. Outro ponto a ser salientado, está na atenção dos atletas ser diretamente proporcional a sua motivação. Se estão motivados por um exercício atraente e estimulante, sua atenção será melhor. Ao contrário, a atenção será deficiente em um exercício monótono e entediante. Ou seja, se o trabalho sempre é o mesmo, o comportamento de sempre será o suficiente.
O que esquecemos que não há dois jogos iguais.
Mas o exemplo que trago em questão está na necessidade do atleta ser capaz de trocar o foco de atenção do amplo para o reduzido, do global para o específico, do todo para as partes, dos princípios para os sub-princípios, etc.
O que se insere neste contexto, é a importância da leitura de jogo, do local da posse, do adversário, etc.
Mesmo para manter sua concepção de jogo (alguns falam também em Modelo de Jogo) há a necessidade de ler o jogo, principalmente, o que o adversário tem para dizer ou a induzir. Não falo aqui em se moldar ao adversário (adaptar-se a ele), falo em manter seu ideal e concepção de jogo. Reorganização constante da organização macro da equipe. Percebendo o que está acontecendo em campo e tomando isso a seu favor.
O que pretendo mostrar no vídeo em questão, é a precipitação frustrada do marcador em tentar adivinhar a movimentação do adversário. Mesmo que logo após, o setor defensivo tenha tomada uma decisão coerente que evitou a progressão do adversário. Penso que talvez o simples fato de acompanhar o adversário em sua movimentação é algo tão enraizado no subconsciente do atleta, que mesmo o adversário não indo, ele foi abrindo o retorno defensivo do adversário e facilitando a manutenção de sua posse de bola. Contradizendo o objetivo do momento defensivo de não deixar o adversário progredir e/ou prejudicar a sua posse, mesmo nas ambições mais tenras.
Uma equipe de futebol precisa ter alguns (vários para outros) princípios (ideias) comportamentais (ofensivo/defensivo) que se mantém ao longo do jogo e ao longo dos jogos. Todavia, não podemos tratar isso como algo fechado. Senão, construiremos uma equipe com princípios que mais limitam do que libertam. Vencendo quando for conveniente e não vencendo quando não o for.
terça-feira, 5 de julho de 2016
Batizoco deixa o comando técnico do Ji-Paraná
Galo da BR perdeu o recurso e decisão inicial se manteve por unanimidade. Com a eliminação definitiva do Campeonato Rondoniense, treinador anuncia saída do clube
Por Marco Bernardo
Tiago Batioco anunciou saída do Ji-Paraná (Foto: Marco Bernardi)
Tiago Batizoco não é mais treinador do Ji-Paraná. O treinador fez o anúncio após julgamento do recurso do Galo ser negadopor unanimidade no Tribunal de Justiça Desportiva, TJD, e decisão da exclusão do clube das finais ser mantida. O técnico comandou a equipe em quatro partidas, e deixa o comando do Galo invicto com três vitórias e um empate.
Com a decisão do tribunal, o técnico Tiago Batizoco anunciou sua saída do clube azul celeste, após conversar com dirigentes do Galo.
- Conversei com a diretoria, agradeci ao Paulo Moura e o Eder Marques. O Guilherme Moura, que foi quem me incentivou a aceitar o desafio de treinar o Galo. Saio com a sensação de dever cumprido e realizei meus compromissos com o clube.
Segundo Batizoco, a situação extracampo, que resultou na eliminação do Galo, levando ao desgaste e o motivou em tomar a decisão e anunciar a saída do time.
- A eliminação, do jeito que aconteceu, causou uma sensação que nos deixa sem palavras. A única coisa que nos alegra é o comprometimento dos atletas que trabalhei e os resultados que conquistamos. Esse julgamento deve deixar um aprendizado à todos: Ji-Paraná, Federação e todos os clubes do estado – disse o ex-técnico do Galo.
Enquanto isso, um dos dirigentes do Ji-Paraná, Éder Marques, afirma que não houve um comunicado oficial da saída de Batizoco, mas que o clube respeita a decisão do ex-técnico.
- Ele nos mandou uma mensagem de agradecimento, mas não nos comunicou oficialmente. Estamos com um novo recurso em andamento, dessa vez no STJD, mas se eles quer sair é um direito dele.
Entenda o caso
Denunciado pela escalação irregular de um jogador, o Galo da BR, que tinha conquistado o espaço na final, contra o Rondoniense, foi julgado e punido com a perda de seis pontos na tabela, cedendo a vaga para o Genus. Inconformado com o resultado, o clube entrou com recurso na esperança de voltar a disputa, mas por unanimidade o Tribunal de Justiça Desportiva, TJD, acatou a denúncia e manteve a punição.
quinta-feira, 23 de junho de 2016
Tiago Batizoco enaltece Ji-Paraná em classificação
| 0.06.2016 - 00:43 - Rondônia | |||
Mesmo vencendo por 4 a 0, o Ji-Paraná precisou de uma ajudinha para conseguir a classificação para a final do segundo turno do
O - Eu assumi esse desafio de O goleiro Clébio, que ficou afastado por 45 dias do clube azul celeste, revela o que fez o Ji-Paraná sair de uma campanha ruim no primeiro turno e passar para finalista do returno do campeonato. - Depois de um mês e O Ji-Paraná não dependia só dele para conquistar a vaga na final. Para se classificar o Galo precisava vencer e contar com um tropeço do Genus ou do Rondoniense. Batizoco conta que evitou pensar nos jogos da equipe da capital, mas comemorou muito a virada do Guajará para cima do Genus, no Aluizão. - Foi uma partida atípica, os jogadores estão disputando a partida aqui mas com a cabeça em Porto Velho, tentei transmitir calma aos atletas, mas não tem como não pensar. A gente fez nosso trabalho, em quatro jogos conquistamos 10 pontos e agora vamos em busca do resultado - afirmou o treinador. O clássico animal entre o Galo e o Periquito acontece na quinta-feira, 16, pelo jogo de ida da final do returno, no estádio Biancão em Ji-Paraná. Tiago Batizoco espera acabar com a invencibilidade do clube da capital. - Sei que o Rondoniense está invicto, mas, com todo respeito, espero conquistar a vitória aqui. Tenho esperança de ser campeão, não só do segundo turno, mas também campeão estadual - afirma o treinador. | |||
| Fonte: Globoesporte.com |
De desacreditado a finalista, Ji-Paraná supera má fase e vira jogo no estadual
Após estrear no primeiro turno com duas derrotas, nem o mais otimista dos torcedores azul celeste imaginava que o Ji-Paraná chegaria a uma final de turno no Campeonato Rondoniense de 2016. De março até o jogo da última quarta-feira, 8, três treinadores passaram pelo comando técnico do Galo, e até a direção passou por mudanças.
O Ji-Paraná estreou no primeiro turno contra o Rolim de Moura, e perdeu para o Tigre por 3 a 1, no Cassolão. Depois de apenas dois jogos e duas derrotas, o Ji-Paraná mudou pela primeira vez de técnico, saiu Jadson Oliveira e entrou Da Costa.
Ji-Paraná conquistou vaga na final do turno (Foto: Marco Bernardi)
Mas a substituição não aconteceu apenas pelo futebol demonstrado dentro de campo. Uma crise de falta de salários veio à tona, e os jogadores chegaram até a registrar um boletim de ocorrência na 1° Delegacia de Polícia Civil, denunciando a falta de pagamento e condições precárias de alojamento e alimentação. Fatores que motivaram alguns jogadores a deixarem a equipe.
Faltava futebol, faltava salário e até alimentação para os atletas. Como se tudo isso não fosse o suficiente, o Galo da BR também estava sem casa, já que o estádio do Biancão passava por reformas e só ficou pronto no dia 9 de abril, obrigando o Ji-Paraná a fazer apenas dois jogos como mandante, sendo que só um foi no seu estádio.
A estreia no returno, empatando com o Rondoniense, que vinha do título na primeira fase da competição, animou os torcedores. O Galo conquistou sua primeira vitória no segundo turno contra o Rolim, em casa. Mas, após perder de virada para o Morumbi em Guarajá-Mirim, foi a vez de Da Costa passar o bastão, e Tiago Batizoco assumir o papel de treinador do Ji-Paraná. O Galo terminou o primeiro turno em sexto lugar, com apenas cinco pontos e com a terceira pior defesa, sofrendo 14 gols em sete jogos. Mas havia uma pequena esperança para os torcedores do clube azul celeste, já que no segundo turno o time faria cinco, dos sete jogos, em casa. Até a diretoria do clube sofreu alterações, e Maritaca passou o cargo de diretor de futebol para Eliel Fernandes.
No primeiro passo de Tiago no comando técnico do clube, o Ji-Paraná cedeu o empate, no último minuto, para o Real Desportivo de Ariquemes. O empate com gosto de derrota não desanimou o novo treinador, que avaliou a estreia negativa como aprendizado e mostrou o caminho para a classificação do Galo da BR.
- O objetivo é chegar a final do segundo turno. E para isso temos que vencer as três próximas partidas, que serão três finais de campeonato para nós - disse o treinador após seu primeiro jogo comandando o Ji-Paraná.
As três vitórias desejadas por Batizoco vieram, e após golear o Ariquemes por 4 a 0, e contar com uma ajudinha do Guajará, que venceu o Genus no último minuto de jogo no Aluizão, o Ji-Paraná conquistou a tão sonhada, e improvável, classificação às finais do segundo turno do estadual. Agora, a equipe enfrenta o Rondoniense nos dias 16 e 23 de maio, tentando voar ainda mais alto e chegar as finais do estadual.
Tiago Batizoco assume como técnico do Ji-Paraná e quer reestruturação Tiago Batizoco assumiu a equipe nesta
Tiago Batizoco assumiu a equipe nesta terça-feira, 17, e afirma que o mais importante agora é reconquistar a confiança da torcida e dos patrocinadores do Ji-Paraná
O Ji-Paraná Futebol Clube tem um novo técnico. A saída de Da Costa foi confirmada pela direção do clube e agora Tiago Batizoco é o novo professor do Galo da BR. Para o técnico, ainda há chances de conquistar o título deste ano do Rondoniense, mas, segundo Tiago, o que está sendo focado é a reestruturação do time.
Tiago Batizoco, novo técnico do Ji-Paraná (Foto: Pâmela Fernandes)
- O Ji-Paraná precisa reconquistar a credibilidade do torcedor, do empresário, dos patrocinadores. E isso nos mostra que nós temos que trabalhar de uma forma bem séria, bem centrada. Para o torcedor, o futebol é lazer, mas para nós é trabalho.
Hoje acontece o primeiro treino com os atletas e é neste primeiro contato que o novo técnico conhecerá melhor o perfil de cada atleta. Mas, ele já garante a qualidade do time, o que não pode faltar em nenhuma equipe.
- Nós temos o primeiro contato com os atletas hoje. Vários deles eu já conheci, já trabalhamos juntos. É um time competitivo, isto o torcedor pode ter certeza. É ajustar e ir em busca do título no segundo turno - afirma Batizoco.
A primeira experiência de Tiago como técnico foi pelo Ji-Paraná, em 2012. Agora, voltando de Campo Grande, onde comandava outro clube, assume o time conhecendo bem a torcida e com um pedido especial.
- A torcida é apaixonada e ama este time, mas a torcida também é inteligente, sabe que o Ji-Paraná passa por uma reestruturação. O pessoal que assumiu agora foi muito corajoso de pegar o clube no estado que estava. Para que isto aconteça, a torcida precisa saber que é necessário um pouco de paciência neste momento.
quarta-feira, 4 de maio de 2016
O choque de propostas no jogo 1000 de Arsène Wenger
Por muito tempo, o Arsenal foi a centelha de arte numa Inglaterra marcada pelo “kick and run” do 4-4-2 rígido de bola aérea. Pioneiro no 4-2-3-1, Wenger nunca abdicou da proposta ofensiva: passe curto, velocidade, diagonal e cruzamento. O melhor dessa filosofia saiu com Pires, Bergkamp e Ljunberg atrás de Henry na invicta Premier de 03/04. Time “ofensivo”, diria o julgamento popular.
No vexame histórico em seu jogo 1000, é dever reconhecer sua importância em mudar o futebol na terra da rainha, que com Benitéz no Liverpool, Mourinho no Chelsea e posteriormente Hiddick, Pellegrini e Rodgers, ganhou toque mais “agradável” e ganhou seguidores, canais de TV e a admiração de muita gente.
Mas os tempos mudaram. O Arsenal vem pagando o preço de manter a filosofia no jejum de 10 anos e alguns vexames como os 8×2 do United e os 6×0 do Chelsea que marcam o reinado de uma nova filosofia: o “jogar em reação”.
Corinthians de Tite, Bayern de Heynckes, Atlético de Madrid de Simeone, Brasil de Felipão: times que atacam marcando, explorando a saída de bola do adversário para forçar o erro, e com intensidade e movimentação, pegar a defesa desguarnecida e fazer gols. E agora o Chelsea de Mourinho, que segue “o manual” desse estilo para se fortalecer ainda mais na liderança da Premier League.
Falando de desenho, o esquema de Mou desde a Inter de Milão não muda: é o 4-2-3-1. Já Arsène Wenger veio de 4-1-4-1, mas com Cazorla ou Rosicky auxiliando Arteta na saída de bola, quase como volantes de um 4-2-3-1.

Entender o jogo do Chelsea é ver que a marcação na saída de bola é uma forma de se afastar o adversário do gol e também de atacar. Veja o vídeo: os jogadores de azul “atacam” os de vermelho, tirando a tranqüilidade de pensar o jogo. Oscar e Eto’o nos zagueiros e a segunda linha na divisória do campo, com Luiz e Matic avançando até Arteta, Rosicky e Cazorla. Resultado? Arsenal sem saída, tendo que apelar para a bola longa do goleiro.
Quando o Chelsea retomava a posse, o caminho era apostar na intensidade do quarteto ofensivo: geralmente um volante ou lateral dava de cabeça ao meia, que explorava a linha alta da defesa do Arsenal. Observe esse movimento no primeiro gol de Oscar: bola roubada, Hazard, Schurrle, Oscar e Torres corriam ao mesmo tempo para a frente, enquanto o Arsenal corria para trás, todo desorganizado e deixando mais fácil para o jogador azul pensar o chute e o passe.

Foi assim basicamente o jogo inteiro: Arsenal iniciando a saída de bola, Chelsea roubando e explorando a linha alta. Com 3×0 em 20 minutos, o Chelsea passou a administrar o resultado girando a bola, cadenciando, deixando o Arsenal (naturalmente cansado com um a menos) se cansar ainda mais. Deu até tempo de Oscar receber no livre centro, com um leve toque tirar Arteta do lance, carregar pensando o melhor ângulo e fazer 4×0. Peça-chave do Chelsea e da Seleção Brasileira.
Um time organizado até a medula que propõe uma reflexão: estaremos vivendo na era dos times que jogam em reação, apostando tudo em roubar e atacar? Para Mourinho, sim: seu Real Madrid venceu o Barcelona assim, e ao que tudo indica, o polêmico português está esperando o Bayern para mostrar que achou o “antídoto” para o tiki-taka. De quebra, pode levar a mais disputada Premier League de todos os tempos.
segunda-feira, 21 de março de 2016
Tiago Batizoco analisa trabalho à frente do Comercial após sua saída
Em quatro meses, técnico de 35 anos montou equipe para disputa de três competições em 2016.
Técnico Tiago Batizoco, do Comercial-MS (Foto: Reprodução/TV Morena)
A era Tiago Batizoco no Comercial-MS chegou ao fim antes do que o treinador gostaria. Em pouco mais de quatro meses de trabalho, Batizoco teve tempo para montar uma equipe competitiva para encarar três competições na temporada 2016: Campeonato Sul-Mato-Grossense, Copa Verde e Copa do Brasil. Foram oito jogos no comando do Colorado, em que o técnico conquistou duas vitórias, quatro empates e duas derrotas. Pouco para o que a diretoria comercialina esperava. Mas suficiente para deixar o time na zona de classificação do estadual, em terceiro lugar.
Ao analisar o trabalho à frente da equipe, Batizoco enaltece a quebra de tabu diante do Novoperário como um dos principais feitos de sua gestão. O Colorado nunca havia vencido o Novo na história do confronto, em sete jogos.
- Essa missão me foi dada, e graças a Deus consegui cumprir. Quando cheguei, a diretoria passou para mim que era necessário ganhar do Novoperário. No ano passado perderam por 4 a 0 - comenta.
Outra característica positiva que o treinador pontua é o time ter sido aguerrido em jogos-chave, como o clássico Comerário e os confrontos com o Cuiabá pela Copa Verde.
- No Comerário, saímos de cabeça erguida e aplaudidos pela torcida, porque a equipe jogou muito bem. Também estivemos muito bem na Copa Verde, apesar da eliminação. Estivemos próximos da classificação na Arena Pantanal - completa.
- Deixo a equipe em terceiro colocada com um jogo a menos e sendo a defesa menos vazada da competição. Agradeço ao Claudio Barbosa per ter sido um diretor extremamente profissional e responsável ( Tiago Batizoco ).
sexta-feira, 18 de março de 2016
Com vitória suada, Cuiabá elimina Comercial e avança na Copa Verde
Foi suada, sofrida, dramática a classificação do Cuiabá às quartas de final da Copa Verde. O Dourado saiu na frente do Comercial-MS ainda no primeiro tempo na noite desta quarta-feira, na Arena Pantanal, pelos pés de Uederson. Parecia que a classificação seria tranquila. Só parecia. No terço final da partida, o Colorado emparedou o Cuiabá para igualar o marcador – o empate com gols daria vaga aos sul-mato-grossenses. Depois de suportar a pressão, veio o alívio definitivo. Aos 43, Vanger aproveitou o rápido contra-ataque para marcar o segundo gol cuiabanista.
Cuiabá, Comercial, Copa Verde (Foto: Pedro Lima/Cuiabá Esporte Clube)
O adversário das quartas de final da Copa Verde é a Aparecidense, que na noite desta quarta-feira despachou o Espírito Santo por 2 a 0 no Aníbal Toledo, em Aparecida de Goiânia (GO). A CBF ainda não definiu a data dos confrontos da próxima fase.
As duas equipes voltam a campo no domingo pelos estaduais. Líder isolado do Grupo B do Mato-Grossense, o Cuiabá recebe o Dom Bosco na Arena Pantanal às 17 horas, enquanto que o Comercial-MS, terceiro colocado do Grupo A do Sul-Mato-Grossense, vai a Três Lagoas para encarar o lanterna Misto no Madrugadão às 15 horas.
O Colorado se lançou ao ataque em busca do gol nos minutos iniciais com a dupla Watthimen e Lucas Guma, mas faltava qualidade nas tramas ofensivas, e foram poucas as chances criadas pelos sul-mato-grossenses. O Dourado esbarrava na forte marcação e teve trabalho para romper a barreira vermelha. O jeito era arriscar de longe: aos 17, Uederson obrigou o goleiro Martins a fazer boa defesa. O Cuiabá logo acertou a mão e passou a pressionar o Colorado, até que aos 36 minutos Uederson aproveitou a bobeira da zaga adversária para abrir o placar na Arena Pantanal.
Os donos da casa voltaram para o segundo tempo decididos a liquidar a fatura e foram para cima do Colorado, que se segurou na defesa. Precisando empatar para ficar com a vaga, o Comercial apostou na entrada de Marcos Gauto no lugar de Matheus Dulcídio para mudar a proposta de ataque. A mudança começou a surtir efeito: aos 25, o goleiro André Luiz salvou o Cuiabá ao defender um chutaço de Kênio. A essa altura o Colorado cresceu na partida, dando contornos de dramaticidade ao confronto. Mas apesar da valentia colorada, Vanger balançou a rede aos 43 do segundo tempo, tranquilizando a torcida cuiabanista.
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